Respostas para problemas de saúde mental.
Garantimos ligação a uma extensa Rede de Cuidados Profissionais
Vantagens de Recorrer a Tratamentos para o Transtorno Bipolar
Redução das Chances de Recorrência de Crises
O acesso a tratamentos especializados, diminuem a probabilidade de novos episódios de depressão ou mania, promovendo estabilidade emocional.
Controle da Evolução do Transtorno
São oferecidas estratégias eficazes para monitorizar e controlar a progressão da doença, permitindo uma vida mais equilibrada.
Redução das Chances de Suicídio
Com suporte profissional adequado, é possível minimizar pensamentos suicidas, proporcionando maior segurança e apoio contínuo.
Redução da Intensidade de Eventuais Episódios
O tratamento visa atenuar a gravidade dos sintomas durante as crises, facilitando uma recuperação mais rápida.
Promoção de uma Vida Mais Saudável
Através de abordagens integradas, são incentivados hábitos que contribuem para o bem-estar físico e mental dos doentes.
Vantagens para o Doente e a Família
Melhoria das Relações Interpessoais
O tratamento adequado favorece interações sociais mais harmoniosas, fortalecendo vínculos afetivos.
Aumento da Qualidade de Vida
Com a gestão eficaz dos sintomas, os indivíduos desfrutam de uma rotina mais satisfatória e produtiva.
Estabilidade Emocional
A intervenção profissional proporciona equilíbrio emocional, reduzindo oscilações de humor.
Apoio Psicológico para a Família
Oferecemos suporte também aos familiares, auxiliando na compreensão e gestão da situação.
Prevenção de Complicações Associadas
O acompanhamento contínuo previne o agravamento do transtorno e o surgimento de comorbidades.
O nosso processo
Identificação do Problema
Análise precisa para orientação individualizada.
Estratégias Personalizadas para Tratamento
Criamos soluções adaptadas às necessidades individuais.
Acompanhamento e Apoio Familiar
O que é o transtorno bipolar?
As perturbações bipolares, também conhecidas por doença maníaco-depressiva, são uma doença psiquiátrica em que a pessoa apresenta mudanças muito fortes de humor, intercalando entre crises reiteradas de depressão e/ou “mania”. A doença pode manifestar-se durante ou depois da adolescência ou numa fase de vida mais tardia, existindo vários fatores que podem facilitar o seu aparecimento.
Ainda existem grandes incertezas, mas os aspetos genéticos e biológicos (nas alterações químicas do cérebro), terão um papel essencial entre as causas da doença. O tipo de personalidade e os fatores de stress enfrentados através do estilo de vida da pessoa, também podem ser considerados como relevantes para o desencadear das crises.
Estas crises podem ser considerados como; graves, moderadas ou leves, e qualquer um dos tipos de crise pode ser prevalecente, com a sua frequência a igualmente poder ser bastante variável. Estas mudanças de humor, em qualquer um dos sentidos, repercutem-se de forma clara nas sensações, emoções, ideias e comportamento, trazendo perdas importantes na saúde e na autonomia.
Esta doença tem uma incidência estimada na população a nível mundial de cerca de 1%, distribuída de forma idêntica por ambos os géneros. Das diversas doenças psiquiátricas, as perturbações bipolares são umas das mais habituais em que o diagnóstico médico não se fez na altura própria.
O doente e a família saberem que se tem a doença e quais as suas características, facilita, a partir desse ponto de partida, o início da ajuda. Sem essa clarificação, muitas pessoas continuam a não ter acesso a um tratamento médico adequado e da compreensão certa para muitas das coisas que lhes estão a suceder.
Tipos de Crise Vs Sintomas
Mania: o sintoma principal desta fase é uma forte alteração do estado de humor com características expansivas, eufóricas ou de irritação. Nos momentos iniciais da crise, pode sentir-se mais alegre, sociável, ativo, falador, confiante, inteligente e criativo, mas com o agravamento progressivo do humor e a aceleração psíquica surgem os seguintes sintomas:
- Irritabilidade extrema; ficar exigente e irritado quando não aceitam desejos e vontades;
- Mudanças emocionais súbitas e imprevisíveis, os pensamentos aceleram, discurso muito rápido, com alterações frequentes de assunto;
- Reação excessiva a estímulos, interpretação errada de acontecimentos, irritação com pequenas coisas, levando a mal comentários banais;
- Interesses obsessivos em algo, despesas excessivas, dívidas e ofertas exageradas;
- Grandiosidade; sente-se melhor e mais poderoso que todos;
- Energia excessiva, possibilitando uma hiperatividade ininterrupta;
- Sente menos necessidade em dormir;
- Aumento da vontade sexual, comportamento desinibido com escolhas inadequadas;
- Não reconhece a doença, recusa tratamento e culpa os outros;
- Perde a noção da realidade, ideias estranhas (delírios) e “vozes”;
- Pode iniciar abusos de álcool e/ou outras substâncias.
Depressão: os principais sintomas são a tristeza e o desespero e dependendo da gravidade da situação, surgem os seguintes sintomas:
- Obsessão pensamentos negativos (falhanços, incapacidades, perda da autoestima);
- Sentimentos de inutilidade, desespero e culpa excessiva;
- Pensamento lento, esquecimentos, dificuldade de concentração e em tomar decisões;
- Perda de interesse por trabalho, hobbies, pessoas (incluindo familiares e amigos);
- Preocupação excessiva com queixas físicas;
- Agitação, inquietação, não estar sossegado, perda de energia, cansaço, inação total;
- Alterações do apetite e do peso;
- Alterações do sono: insónia ou excesso;
- Diminuição do desejo sexual;
- Choro fácil ou vontade de chorar sem ser capaz;
- Ideias de morte e suicídio, tentativas de suicídio;
- Abuso de álcool e/ou outras substâncias;
- Perda da noção de realidade, ideias estranhas (delírios) e “vozes” com conteúdos negativos e depreciativos;
Qualquer uma destas crises, pode ter uma duração variável, ou seja, independentemente de ser uma fase maníaca ou depressiva, pode ir de alguns dias a meses ou mesmo anos. A pessoa pode apresentar durante a mesma crise, sintomas que encaixem perfeitamente em qualquer uma das fases, apelidando-se de crise Mista.
É possível recuperar da bipolaridade?
Uma das grandes dúvidas que, tanto os próprios como as famílias mais se colocam: Será que depois de uma crise se pode voltar ao normal? Em geral, sim, no entanto, devido às consequências muito sérias que as crises podem ter em termos sociais, familiares e individuais, a vida da pessoa complica-se e perturba-se muito, restringindo de forma marcante a sua capacidade de adaptação e autonomia.
A capacidade de prever uma crise não é um exercício nada fácil, já que há pessoas que terão uma ou duas crises durante toda a sua vida. Outras, se não existir acompanhamento, têm recaídas em determinadas alturas do ano, existindo um grupo específico de doentes, que podem ter mais de 4 crises anuais, os chamados ciclos rápidos.
Como tratar a bipolaridade? Quais os melhores tratamentos para o transtorno bipolar? .
Uma coisa sabemos, o tratamento adequado encurta a duração das crises e pode preveni-las, quer elas sejam graves e/ou frequentes. Não há nenhum tratamento que cure a doença por completo, no entanto, há grandes possibilidades de controlar a doença, através de uma combinação de intervenções terapêuticas.
- Medicamentos estabilizadores do humor: ajudam a diminuir a probabilidade de recaídas das crises de depressão e de mania, sendo os mais utilizados: Olanzapina, Lamotrigina, Valproato, Carbonato de Lítio, Quetiapina, Carbamazepina, Risperidona e Ziprasidona.
- Antidepressivos: as crises depressivas requerem estes medicamentos ou, em casos resistentes, a elecroconvulsivoterapia.
- Antipsicóticos: alguns neurolépticos que podem ser de baixa/média/alta potência.
- Ambulatório: apoio psicológico individual e familiar intensivo e regular, terá de ser um complemento indispensável para lidar com estas situações.
- Internamento Hospitalar: crises graves obrigam a internamento em ala psiquiátrica.
- Internamento não hospitalar: apoio para reforçar a fase de manutenção pós crise.
Se as pessoas tiverem acesso à informação e aos tratamentos apropriados aos seus problemas nos momentos certos, pode fazer uma diferença brutal. Só isso é que poderá ajudar a combater a visão estigmatizante para quem tenha sofrido crises ou lhe seja diagnosticada a doença, de ter um prognóstico negativo de incurabilidade, avaliado erradamente pelos casos de doentes mentais mais graves e crónicos.
Sabe-se que não existe nenhum tratamento que cure a doença por completo, mas se se seguirem determinados preceitos, há grandes possibilidades de controlar a doença desde que o doente e os familiares consigam:
- Manter o reconhecimento do problema,
- Manter medicação prescrita sem interrupções;
- Manter acompanhamento regular de consultas (médico, psiquiatra, psicólogo);
- Manter higiene de sono (quantidade e qualidade);
- Ter medidas preventivas ativas (acompanhamentos diversificados).
Para saber mais sobre o transtorno bipolar:
SABER MAIS – Aqui – Notícia – Globo Brasil Website – 23.08.2018
SABER MAIS – Aqui – Portal SNS – 10.05.2023
Perguntas Frequentes
É uma doença caracterizada por alternâncias de humor entre episódios de euforia (mania) e depressão, com períodos de normalidade
Os sintomas incluem humor deprimido, desânimo, falta de energia, pessimismo, ideias de culpa, baixa autoestima, alteração do sono e do apetite, ideias de morte e até suicídio.
Não há cura definitiva, mas com tratamento adequado é possível controlar os sintomas e levar uma vida equilibrada.
O suporte da família é crucial para a adesão ao tratamento e para proporcionar um ambiente compreensivo e acolhedor.
O tratamento inclui medicamentos estabilizadores do humor, antidepressivos, antipsicóticos e psicoterapia
Conclusão
O tratamento adequado do transtorno bipolar é essencial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e das famílias. Possibilitamos acesso a serviços especializados que oferecem suporte integral. Não hesite em procurar ajuda profissional para alcançar uma vida mais equilibrada e satisfatória.

